Imagem: Marcelo Camargo
A nova escalada nos preços internacionais do petróleo nesta quinta-feira (9) acendeu o sinal de alerta no governo federal. Diante do cenário de instabilidade externa, o Ministério da Fazenda decidiu adiar para a próxima semana a definição sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tinha a intenção de anunciar o fim da subvenção ainda nesta semana. No entanto, o plano recuou após novos ataques militares envolvendo os Estados Unidos e o Irã na última quarta-feira (8), episódio que provocou uma reação imediata e expressiva no valor do barril.
“Ontem, o preço do barril do petróleo voltou a subir para US$ 80, então, temos que ter cautela para retirar o subsídio”, explicou Durigan durante entrevista à Rádio Gaúcha. O chefe da pasta econômica esclareceu que a subvenção foi criada justamente para blindar o mercado interno, impedindo que a volatilidade global encareça o custo de vida dos brasileiros e pressione a inflação de produtos e serviços. “Vou analisar a retirada na próxima semana e, dependendo da situação, eu gostaria de retirar o subsídio da gasolina, parcial ou totalmente”, ponderou.
Combustível do Futuro Segue Sem Alterações
Apesar do clima de incerteza no mercado de combustíveis fósseis, o ministro assegurou que o cronograma federal para ampliar a participação de biocombustíveis na matriz nacional permanece inalterado. Os planos estão respaldados na Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993), aprovada em 2024.
A legislação em vigor estabelece que o percentual de mistura de etanol na gasolina C pode flutuar na faixa entre 27% e 35%. No caso do óleo diesel, o acréscimo gradativo de biodiesel de origem fóssil deve atingir a marca de 20% até o dia 1º de março de 2030.
De acordo com Durigan, as oscilações internacionais não enfraquecem as metas ambientais e econômicas do país. “Não altera nada. Pelo contrário. Fortalece o que o Brasil tem feito”, destacou o ministro, sinalizando ainda que a equipe econômica e o setor de energia não descartam propor percentuais de mistura ainda mais elevados no médio prazo.
Via: Agência Brasil
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