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A disputa entre grandes operadoras de telefonia sobre um sistema desenvolvido para barrar chamadas indesejadas escancara a complexidade de definir quais ligações devem ser derrubadas na origem. Pelo menos sete empresas procuraram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para questionar o bloqueio de chamadas legítimas por parte do filtro "anti-spam" da Vivo, que argumenta bloquear apenas acessos em massa efetuados sem a devida identificação.
A iniciativa de bloqueio promete criar uma camada extra de proteção ao consumidor. Em diversos cenários, a ferramenta busca solucionar uma falha que persistiu mesmo após a criação da plataforma "Não Me Perturbe", que visa coibir a importunação por parte de bancos e empresas de telecomunicações.
Por que as chamadas abusivas continuam acontecendo?
A persistência das chamadas indesejadas está ligada à automatização e a práticas fraudulentas. Muitas dessas chamadas são as chamadas robocalls — acionamentos automatizados que costumam ficar mudos e desligam em poucos segundos. O disparo simultâneo para milhares de linhas serve para checar quais números estão ativos e abastecer cadastros de call centers.
Outra prática recorrente é o spoofing numérico, técnica na qual os emissores adulteram o número de origem por meio de servidores VoIP (Voz sobre IP). A tática faz com que a ligação simule uma linha telefônica comum, enganando o consumidor e burlando o bloqueio de operadoras.
Sistema "Origem Verificada" é a aposta para 2028
Para combater a adulteração e garantir a legitimidade do contato, a Anatel aposta na tecnologia Origem Verificada. O sistema realiza a autenticação em tempo real do número da empresa, exibindo na tela do celular a confirmação de que a chamada é de uma instituição idônea.
Apenas em junho de 2026, a tecnologia autenticou 6,6 bilhões de chamadas, segundo dados da ABR Telecom. Atualmente, a Anatel obriga o uso da ferramenta para empresas que efetuam mais de 500 mil chamadas mensais. No entanto, a exigência para que todas as empresas passem pela verificação entrará em vigor apenas a partir de outubro de 2028.
A funcionalidade é gratuita para os clientes que utilizam redes 4G ou 5G e possuem dispositivos atualizados (iPhones com iOS 18.2 ou superior e aparelhos Android a partir da versão 10 ou 11).
Como o consumidor pode se proteger das ligações indesejadas
Enquanto o novo sistema não é exigido de forma universal, o consumidor pode utilizar ferramentas e recursos já disponíveis no mercado para reduzir o recebimento de chamadas incômodas:
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Plataforma "Não Me Perturbe": O cadastro no site oficial (naomeperturbe.com.br) bloqueia chamadas de vendas das operadoras de telefonia e de 74 instituições financeiras associadas. O bloqueio passa a valer em até 30 dias.
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Recursos do Smartphone: Dispositivos Android possuem a função "Proteção ID / Spam" nas configurações de chamada. Dispositivos iOS contam com recursos de triagem de chamadas desconhecidas.
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Aplicativos de Terceiros: Ferramentas como Whoscall e Truecaller identificam a origem das chamadas antes do atendimento e bloqueiam spam recorrente.
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Consulta de Origem: A Anatel disponibiliza a plataforma "Qual Empresa Me Ligou" (qualempresameligou.com.br), que permite consultar gratuitamente a razão social e o CNPJ do proprietário do número que realizou a chamada.
Via: g1
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