Pesquisa do IBGE revela cenário alarmante de violência sexual contra adolescentes

Pesquisa do IBGE revela cenário alarmante de violência sexual contra adolescentes

Imagem: Bem Paraná

 

A 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2024 pelo IBGE em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, trouxe à tona dados preocupantes sobre a vulnerabilidade de jovens entre 13 e 17 anos. O levantamento aponta que 8,8% dos adolescentes brasileiros já foram forçados a ter relações sexuais, o que representa um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2019. A situação é ainda mais grave entre as meninas, onde o índice chega a 11,7%.

Um dos pontos mais críticos revelados pela pesquisa é a idade das vítimas: entre os 1,1 milhão de adolescentes que sofreram violência sexual, 66,2% tinham 13 anos ou menos no momento do ocorrido. Estados como Piauí (75,8%) e Pará (73,5%) apresentam os maiores percentuais de violência contra crianças nessa faixa etária. O assédio sexual também registrou alta, atingindo 18,5% dos estudantes, sendo que o índice entre as meninas (26%) é mais do que o dobro do registrado entre os meninos (10,9%).

Perfil do Agressor e Dados Regionais

Os dados mostram que, na maioria das vezes, a violência parte de pessoas próximas ou do convívio social do estudante. No Paraná, um dado específico chamou a atenção: 30% dos escolares apontaram o namorado(a) como o autor da agressão. Nacionalmente, o perfil dos agressores em casos de violência sexual divide-se em:

  • Membros da família (exceto pais): 26,6%

  • Pessoas desconhecidas: 23,2%

  • Namorado(a): 22,6%

A Região Norte registrou a maior prevalência de violência sexual no país (11,7%), com destaque negativo para o Amazonas (14%) e Amapá (13,5%). No Tocantins, o levantamento evidenciou o maior percentual de agressões praticadas por pais, mães ou padrastos (14,7%).

Saúde Mental e Comportamento

Além da violência, a PeNSE 2024 monitorou outros aspectos da saúde do escolar. O relatório aponta que 3 em cada 10 adolescentes já sentiram vontade de se ferir propositalmente. Por outro lado, houve uma nota positiva no comportamento de risco: o consumo de álcool, cigarros e drogas apresentou queda, embora o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (vapes) tenha disparado entre os jovens.

Órgãos de proteção à criança e ao adolescente, como Conselhos Tutelares e secretarias de segurança, desempenham funções fundamentais no monitoramento e fiscalização de denúncias. Esse trabalho de vigilância técnica, aliado a pesquisas como a PeNSE, é essencial para o licenciamento de novas políticas públicas e ações de enfrentamento à violência. A identificação dos agressores e das regiões mais críticas permite que o Estado atue de forma mais incisiva na rede de proteção, garantindo o suporte psicológico e jurídico necessário para as vítimas e suas famílias.

Via:  Bem Paraná

 

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