Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Profissionais de saúde mental estão alertando para os riscos associados ao jogo problemático e à dependência em apostas virtuais, conhecidas como bets, especialmente diante das consequências que podem atingir a saúde emocional e financeira dos apostadores.
O alerta foi divulgado nesta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Especialistas defendem que o assunto seja tratado de forma aberta, sem tabus, durante o acompanhamento de pessoas que apresentam sinais de dependência.
Entre os sinais que merecem atenção estão desesperança, sensação de não encontrar saída, isolamento social, aumento do consumo de álcool e mudanças significativas de comportamento. Falas relacionadas à morte ou à falta de vontade de continuar vivendo também devem ser encaradas como sinais de alerta e motivo para buscar ajuda.
Segundo os profissionais ouvidos pela Agência Brasil, a dependência em apostas pode estar associada a problemas financeiros, ansiedade, depressão, conflitos familiares, insônia, culpa, vergonha e isolamento.
A psiquiatra Giovanna Quinet ressalta, porém, que não é possível afirmar que toda pessoa que aposta desenvolverá depressão ou terá pensamentos suicidas. O problema se torna mais preocupante quando o jogo deixa de ser eventual e passa a ocupar um espaço central na vida da pessoa, acompanhado de perda de controle e consequências negativas.
Outro fator apontado pelos especialistas é a facilidade de acesso às apostas online, que permanecem disponíveis praticamente 24 horas por dia e são amplamente divulgadas por meio de esportes, publicidade e redes sociais.
Um dos ciclos considerados preocupantes ocorre quando o apostador começa a perder dinheiro e aumenta os valores das apostas na tentativa de recuperar o prejuízo. Em alguns casos, a pessoa também passa a esconder da família a dimensão das perdas.
Os especialistas recomendam que familiares e amigos estejam atentos às mudanças de comportamento e incentivem a busca por atendimento profissional. O tratamento pode envolver diferentes áreas, como psiquiatria, psicologia e outras estratégias de cuidado.
ONDE BUSCAR AJUDA
Em situações de risco de suicídio, a orientação é não deixar a pessoa sozinha e procurar atendimento de emergência. O Samu pode ser acionado pelo telefone 192.
Para quem está passando por sofrimento emocional e precisa conversar, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia. Também é possível buscar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial do SUS.
Via: Agência Brasil
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