Imagem: LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova
O governo das Maldivas confirmou, nesta segunda-feira (18/05/2026), a localização dos corpos de quatro mergulhadores italianos que estavam desaparecidos desde a última quinta-feira (14). As vítimas faziam parte de um grupo de cinco exploradores que morreram em uma rede de cavernas subaquáticas no Atol de Vaavu, em um dos acidentes de mergulho mais graves já registrados no arquipélago.
A operação de busca mobilizou especialistas multinacionais da Finlândia, Reino Unido e Austrália, atuando em conjunto com a Guarda Costeira local. A missão é considerada de altíssima complexidade, ocorrendo a 70 metros de profundidade (equivalente a um prédio de 20 andares) em uma caverna labiríntica com 200 metros de extensão, marcada por escuridão total e correntes imprevisíveis.
Vítimas e Riscos da Operação
As vítimas foram identificadas como profissionais experientes da área científica e do mergulho:
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Gianluca Benedetti: Instrutor de mergulho (corpo localizado na entrada da caverna no dia do acidente).
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Monica Montefalcone: Professora de ecologia na Universidade de Gênova.
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Giorgia Sommacal: Filha de Monica.
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Federico Gualtieri: Biólogo marinho.
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Muriel Oddenino: Pesquisadora.
A periculosidade da missão de resgate resultou em mais uma fatalidade no último sábado (16): o sargento mergulhador militar Mohamed Mahudhee, de 43 anos, um dos mais experientes das Maldivas, morreu devido à doença descompressiva durante os trabalhos de busca. Ele foi sepultado com honras militares em Malé, em cerimônia acompanhada pelo presidente Mohamed Muizzu.
Investigação e Limites Legais
Uma investigação rigorosa está em curso para apurar por que o grupo desceu a profundidades tão críticas. Pelas leis das Maldivas, o mergulho recreativo é limitado a 30 metros, enquanto a entrada desta caverna específica fica a quase 50 metros.
A operadora turística e os responsáveis pelo navio Duke of York tiveram suas licenças suspensas. Segundo as autoridades, o grupo utilizava equipamentos recreativos padrão, inadequados para a complexidade técnica exigida por mergulhos em cavernas profundas. Especialistas apontam que fatores como narcose por nitrogênio (intoxicação pelo ar comprimido) e o levantamento de lodo nas passagens estreitas podem ter causado pânico e desorientação, impedindo o retorno dos mergulhadores à superfície.
Segurança no Turismo e Protocolos Marítimos
O rigor no cumprimento de normas de segurança subaquática é o que diferencia uma expedição de sucesso de uma tragédia irreparável.
Órgãos de turismo, autoridades marítimas e centros de treinamento de mergulho desempenham funções fundamentais no licenciamento de embarcações, monitoramento de profundidades permitidas e fiscalização de equipamentos de suporte à vida. Esse trabalho de vigilância técnica e normativa é essencial para prevenir acidentes em áreas de risco, assegurando que o turismo de aventura ocorra com credibilidade institucional e transparência, protegendo a vida dos visitantes e garantindo que o setor avance com rigor e eficiência em todo o território internacional.
Via: g1
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