Imagem: Montagem EBC
Nesta segunda-feira (18/05/2026), a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF), completa seis meses de atividades. O balanço das seis fases executadas até o momento expõe o que especialistas apontam como a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no país, com um potencial prejuízo que alcança a casa das dezenas de bilhões de dólares.
A investigação, iniciada em 2024 a pedido do Ministério Público Federal (MPF), revelou uma complexa teia criminosa liderada pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O esquema envolvia a fabricação de carteiras de crédito sem lastro e corrupção de agentes públicos de alto escalão, incluindo diretores do Banco Central (BC), políticos e agentes da própria PF.
Impacto no Sistema Financeiro e Intervenção do BC
A operação provocou um abalo sem precedentes no mercado financeiro. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial de diversas instituições do conglomerado Master, como o Letsbank e o Will Financeira. Até agora, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já desembolsou cerca de R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes lesados, garantindo o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Para assegurar o ressarcimento e a punição dos envolvidos, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o bloqueio e o sequestro de bens em valores que somam R$ 27,71 bilhões.
Resumo das Fases e Alvos de Destaque
A Operação Compliance Zero percorreu sete unidades da Federação, resultando em 21 prisões e 116 mandados de busca.
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1ª Fase: Prisão de Daniel Vorcaro e do ex-CEO Augusto Ferreira Lima por venda de títulos sem lastro ao BRB. O então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi afastado do cargo.
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2ª Fase: Focada em lavagem de dinheiro, resultou no bloqueio de R$ 5,7 bilhões e teve como alvos o empresário Nelson Tanure e o pastor Fabiano Zettel.
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3ª Fase: Revelou a existência de uma "milícia particular" chefiada por Vorcaro para intimidar desafetos. O líder do grupo, Luiz Phillipi ("Sicário"), morreu na carceragem da PF em Belo Horizonte.
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4ª Fase: Prisão preventiva do ex-presidente do BRB, suspeito de combinar propina de R$ 146,5 milhões com o banqueiro.
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5ª Fase: Atingiu o núcleo político. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de buscas, suspeito de receber repasses mensais de até R$ 500 mil para atuar em favor do Master no Congresso, incluindo a tentativa de aprovar a "Emenda Master".
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6ª Fase: Prisão de Henrique Vorcaro (pai de Daniel) e de policiais federais acusados de vazar dados sigilosos. Um dos investigados foi capturado em Dubai pela Interpol.
O Caso "Dark Horse" e Flávio Bolsonaro
Na última semana, a operação ganhou novos contornos políticos com a revelação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro solicita recursos a Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, o banqueiro teria destinado R$ 61 milhões para o financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. Parlamentares agora pedem que a origem desses recursos seja formalmente investigada.
Segurança Financeira e Vigilância Institucional
A higidez do sistema bancário é fundamental para a estabilidade econômica e para a proteção da poupança dos cidadãos brasileiros.
Órgãos de fiscalização, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desempenham funções fundamentais no licenciamento de instituições financeiras, monitoramento de fluxos de capital e fiscalização de conformidade (compliance). Esse trabalho de vigilância técnica e auditoria é essencial para prevenir fraudes sistêmicas, assegurando que o mercado financeiro opere com credibilidade institucional e transparência, protegendo o patrimônio das famílias paranaenses e brasileiras e garantindo que o Brasil enfrente crimes do colarinho branco com rigor e eficiência em todo o território nacional.
Via: Agência Brasil
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