Imagem: PCPR
A Polícia Civil do Paraná abriu uma investigação para apurar denúncias de trabalho análogo à escravidão no município de Virmond, na região Centro-Sul do estado. Um empresário de 48 anos, proprietário de uma pedreira local, é o principal suspeito de submeter operários a condições degradantes e restrição de liberdade. Duas vítimas foram resgatadas pelas equipes policiais na propriedade.
De acordo com as investigações, os trabalhadores eram mantidos alojados em condições extremamente precárias e cumpriam jornadas exaustivas que variavam de 10 a 12 horas diárias. O caso ganhou contornos ainda mais graves após o relato de que o empregador utilizava a cobrança de falsas dívidas acumuladas para prender as vítimas ao local e impedi-las de irem embora.
Retenção de salários e alojamento precário
Os depoimentos colhidos apontam que os pagamentos nunca eram realizados de forma integral. Em um dos relatos apresentados à polícia, os operários afirmaram ter recebido apenas R$ 300 após completarem 60 dias de trabalho intenso na extração de pedras.
O dono do estabelecimento compareceu voluntariamente à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante o interrogatório, o investigado negou todas as acusações de abusos e cárcere, porém não apresentou documentos ou provas que pudessem rebater as condições flagradas e os depoimentos das vítimas. A Polícia Civil segue com o inquérito para apurar a extensão das irregularidades trabalhistas e criminais na localidade.
Via: Campo Aberto FM
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