Imagem: Jorge Silva
A possibilidade de Fernando Haddad (PT) se lançar candidato ao Senado pelo estado de São Paulo nas eleições de 2026 tem provocado reação entre dirigentes de partidos de centro-direita e direita paulista, que temem o impacto da movimentação no cenário eleitoral.
Fontes políticas ouvidas pela imprensa apontam que, com duas cadeiras em disputa no Senado este ano, o plano das forças de oposição era eleger dois candidatos alinhados ao grupo governista — uma estratégia que agora aparece menos segura diante do potencial fortalecimento de Haddad como nome competitivo nas urnas.
Estratégias e debates internos sobre candidatura
Haddad, que hoje é ministro da Fazenda e deve deixar o cargo ainda em fevereiro, tem afirmado que ainda não definiu oficialmente sua participação na corrida eleitoral e que discute o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevistas, ele disse que prefere atuar na campanha pela reeleição de Lula, mas confirmou que há conversas sobre sua eventual candidatura, tanto para o Senado quanto para outras posições estratégicas em São Paulo.
O Partido dos Trabalhadores (PT), por sua vez, tem insistido para que Haddad aceite disputar um cargo eletivo no estado — seja ao Senado ou ao governo paulista — com a lógica de reforçar o palanque no maior colégio eleitoral do país. Embora Haddad resista à ideia de ser candidato, existe pressão interna para que ele aceite um papel central no projeto eleitoral de 2026.
Repercussões e reação da direita
Entre integrantes da coalizão de centro-direita que apoia o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), há preocupação de que a entrada de Haddad na disputa pelo Senado divida votos e reduza as chances de eleger dois candidatos desse campo político em São Paulo. O otimismo inicial do grupo com essa perspectiva eleitoral já teria sofrido abalos diante da possibilidade de Haddad entrar no páreo.
Analistas políticos destacam que o cenário eleitoral paulista segue em aberto, com diversas forças buscando consolidar candidaturas competitivas ao Senado e outros cargos, e que movimentos nos próximos meses podem alterar ainda mais o xadrez político rumo às eleições.
Pressão por Haddad e importância de São Paulo
Diversos aliados e até adversários políticos reconhecem que São Paulo será um ponto determinante na estratégia de partidos nacionais para 2026. Lideranças de diferentes espectros políticos ressaltam que a presença de nomes de peso — como Haddad — nas disputas estaduais tende a atrair atenção e recursos para as campanhas e, ao mesmo tempo, influenciar a corrida presidencial.
Enquanto isso, Haddad mantém uma postura cautelosa, afirmando que a definição sobre sua participação na disputa será resultado do diálogo com a direção nacional do PT e com o presidente Lula, ponderando os riscos e possibilidades.
Via: CNN Brasil
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