Especialista afirma que Trump tentará influenciar eleições no Brasil após intervenção na Venezuela

Especialista afirma que Trump tentará influenciar eleições no Brasil após intervenção na Venezuela

Imagem: Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images via BBC

 

O cenário político na América Latina está sob os holofotes do governo norte-americano. Após a recente e polêmica operação que resultou na captura de Nicolás Maduro na Venezuela, especialistas apontam que o próximo alvo da influência de Donald Trump deve ser o Brasil. No entanto, essa interferência pode não ter o resultado esperado pelos aliados locais.

De acordo com Erick Langer, professor da Universidade de Georgetown e especialista em história latino-americana, o presidente dos Estados Unidos buscará influenciar diretamente as eleições brasileiras de 2026, mas sua postura agressiva corre o risco de prejudicar a própria direita no país.

O Brasil como "Contrapeso":

  • O Alvo: Langer afirma que, após a "vitória" simbólica na Venezuela, Trump enxerga o Brasil como o grande contrapeso às suas ambições na região.

  • Estratégia de Interferência: A previsão é de que Washington utilize ferramentas diplomáticas e políticas para tentar moldar o resultado do pleito brasileiro, visando fortalecer governos alinhados à sua ideologia.

  • Efeito Reverso: O especialista alerta que a imagem de Trump como um líder intervencionista — reforçada pelo ataque à soberania venezuelana, condenado por órgãos como a ONU — pode gerar uma reação nacionalista no eleitorado brasileiro, afastando votos da direita moderada e de centro que rejeitam a submissão aos interesses estrangeiros.

Tensões Diplomáticas e Soberania:

A postura de Trump tem gerado críticas globais. Enquanto o Brasil e o Irã discutem cooperação em meio à crise, o Conselho de Segurança da ONU debate as violações do direito internacional ocorridas na captura de Maduro. Para Langer, essa "lei da força" imposta por Trump pode acabar isolando seus aliados no Brasil, caso eles sejam vistos como meros representantes dos interesses da Casa Branca.

O governo brasileiro tem mantido uma postura de cautela e condenação às intervenções armadas, reforçando a necessidade de respeito à autodeterminação dos povos — um tema que deve ser central nos debates políticos que antecedem 2026.

Via: G1

 

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