Ministro Gilmar Mendes vota no STF para derrubar lei que proíbe cotas raciais em Santa Catarina

Ministro Gilmar Mendes vota no STF para derrubar lei que proíbe cotas raciais em Santa Catarina

Imagem: Antônio Augusto/STF

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se nesta sexta-feira (10/04/2026) pela inconstitucionalidade da lei catarinense que veta a reserva de cotas raciais em instituições de ensino financiadas com verbas públicas estaduais. O voto foi proferido no início do julgamento virtual que analisa a validade da Lei 19.722/2026, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e sancionada pelo governador Jorginho Mello.

A norma em questão limitava as ações afirmativas apenas a pessoas com deficiência, alunos de escolas públicas ou critérios estritamente econômicos, excluindo o fator étnico-racial. Mendes fundamentou seu voto lembrando que o STF já possui entendimento consolidado sobre o tema. “Não há dúvidas quanto à constitucionalidade, em abstrato, das ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais”, destacou o ministro.

Tramitação e Questionamentos

A lei estadual chegou ao Supremo após ser alvo de ações protocoladas por partidos como PSOL, PT, PCdoB e pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Antes mesmo da análise no STF, a legislação já havia sido suspensa por uma liminar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

  • Prazo: O julgamento virtual está previsto para ser concluído na próxima sexta-feira (17).

  • Votos: Após a manifestação de Mendes, outros nove ministros devem registrar seus votos no sistema eletrônico da Corte.

  • Impacto: A decisão final servirá como baliza para a manutenção de políticas de inclusão em todo o território nacional, reforçando a jurisprudência sobre o papel do Estado na reparação histórica e social.

Direito Constitucional e Equidade

A análise da legalidade de leis estaduais pelo STF é um pilar fundamental para garantir que a autonomia dos estados não fira princípios estabelecidos na Constituição Federal de 1988.

Órgãos do Judiciário, procuradorias e conselhos de direitos humanos desempenham funções fundamentais no licenciamento de editais de ensino, monitoramento de metas de inclusão e fiscalização da aplicação de recursos públicos. Esse trabalho de vigilância técnica e jurídica é essencial para assegurar que as políticas de ensino ocorram com credibilidade institucional e transparência, protegendo o acesso democrático à educação e garantindo que o direito à igualdade seja preservado de forma plena para todos os cidadãos brasileiros e paranaenses.

Via: Agência Brasil

 

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