Imagem: Sentinel-6 Michael Freilich/NASA/NOAA
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou um novo boletim de alerta indicando que o fenômeno El Niño continuará se intensificando nos próximos meses. A estimativa dos cientistas é de que o evento alcance uma intensidade "muito forte" até atingir seu pico entre o final de 2026 e o início de 2027.
As projeções climáticas reunidas pela entidade apontam quase 100% de probabilidade de permanência do fenômeno ao longo dos trimestres de setembro a novembro deste ano e de dezembro a fevereiro de 2027. O cenário afasta qualquer possibilidade de retorno da La Niña ou de condições de neutralidade climática no período.
Aquecimento recorde no Oceano Pacífico
O fortalecimento do El Niño é evidenciado pela elevação expressiva das temperaturas da superfície do mar no Oceano Pacífico Equatorial, em especial na região monitorada denominada Niño 3.4. Em maio, as águas registravam 0,9 °C acima da média; em julho, a anomalia atingiu 2 °C e, em agosto, as medições apontaram marcas entre 2,2 °C e 2,6 °C superiores ao padrão histórico.
Abaixo da superfície, a temperatura da água chegou a registrar mais de 8 °C acima do normal em determinadas áreas. Os modelos da OMM indicam que a anomalia média na área Niño 3.4 pode alcançar 3,6 °C entre setembro e novembro, com pico projetado para o mês de novembro em até 3,9 °C acima da média.
Efeitos e projeções para o Brasil e a América do Sul
O El Niño — caracterizado pelo aquecimento igual ou superior a 0,5 °C das águas do Pacífico — altera os padrões de circulação atmosférica global. Contudo, a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, alerta que a intensidade do fenômeno isoladamente não define o tamanho dos estragos em cada localidade, sendo influenciada também pelo comportamento dos oceanos Atlântico e Índico.
Para a América do Sul e o Brasil, as projeções da OMM indicam:
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Região Sul: Tendência de volumes de chuva acima da média, com maior risco de tempestades e eventos meteorológicos extremos.
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Regiões Norte e Nordeste: Redução das precipitações e maior probabilidade de secas prolongadas.
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Regiões Sudeste e Centro-Oeste: Maior irregularidade na distribuição das chuvas e aumento da frequência de ondas de calor.
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Temperaturas globais: Tendência de marcas acima da média histórica em grande parte dos continentes durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul, somando-se aos efeitos do aquecimento global.
Via: g1
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