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O bolso dos motoristas e transportadores sentiu o peso do combustível em março. De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio do diesel registrou uma forte alta nas bombas brasileiras: o diesel S10 subiu 13,60%, chegando a R$ 7,10, enquanto o diesel comum (S500) avançou 12,34%, com média de R$ 7,01 por litro. O movimento reflete a instabilidade no Oriente Médio, que pressionou o petróleo no mercado internacional, somada aos ajustes de preços realizados internamente.
Gasolina e etanol também não escaparam da tendência de alta, registrando elevações de 3,41% e 1,26%, respectivamente. Para especialistas do setor, o diesel atingiu um "novo patamar de preços", impactando diretamente os custos logísticos do país. Embora tenha ocorrido uma leve desaceleração no ritmo de subida ao final do mês, o cenário permanece sensível a fatores externos e domésticos, mantendo os combustíveis sujeitos a novas oscilações nas próximas semanas.
Variações Regionais e Estaduais
A alta foi generalizada e atingiu todas as regiões do Brasil. O Centro-Oeste liderou o índice de aumento no diesel comum (16,99%), enquanto a região Norte segue ostentando o título de combustível mais caro do país, com média de R$ 7,34 para o tipo comum e R$ 7,39 para o S10. No extremo oposto, a região Sul registrou os menores valores médios (R$ 6,74 e R$ 6,89).
No detalhamento por estados, Roraima apresentou os preços mais elevados, com o diesel S10 beirando os R$ 8,00 por litro. Já o Rio Grande do Sul manteve as médias mais baixas do território nacional. Um dado relevante para o consumidor é que, apesar das altas, o etanol mostrou-se mais vantajoso economicamente do que a gasolina em oito estados brasileiros durante o período.
Monitoramento e Transparência no Setor
O IPTL, que serve de base para o levantamento, consolida dados de abastecimento de mais de 21 mil postos credenciados, oferecendo um raio-x preciso da inflação dos combustíveis no cotidiano do cidadão.
Órgãos de regulação, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) desempenham funções fundamentais no licenciamento de postos, monitoramento de preços e fiscalização contra práticas abusivas ou cartelização. Esse trabalho de vigilância técnica e econômica é essencial para garantir a livre concorrência e proteger o direito do consumidor, assegurando que as variações de mercado ocorram dentro da legalidade e com a devida transparência institucional em todo o Brasil.
Via: CNN Brasil
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