Imagem: GAZETA/CHRISTIAN RIZZI
Um movimento silencioso, mas contundente, está redesenhando o mapa corporativo na fronteira: um fluxo crescente de empresas brasileiras está transferindo suas operações para o Paraguai. O que antes era restrito a setores de confecção e autopeças, agora soma mais de 200 operações com capital brasileiro em solo paraguaio, abrangendo indústrias, centros logísticos e serviços.
O Contraste Tributário
De acordo com análise do economista Fabiano Bellati, o principal motor dessa migração é a disparidade entre os modelos fiscais dos dois países:
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Brasil: Com a nova Lei 15.270/2025, o país reinstaurou a tributação sobre lucros e dividendos (10% sobre valores acima de R$ 50 mil/mês), somada à carga tributária corporativa que chega a 34% (IRPJ + CSLL).
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Paraguai: Oferece um sistema simples de "triplo 10" (10% de imposto corporativo, 10% de IVA e 10% de imposto de renda pessoal).
O Atrativo do Regime "Maquila"
Para as indústrias, o maior incentivo é o Regime de Maquila, voltado à exportação, que oferece:
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Alíquota única de 1% sobre o valor adicionado;
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Isenção de impostos na importação de máquinas e insumos;
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Energia elétrica abundante e barata (quase 100% hidrelétrica);
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Legislação trabalhista menos onerosa.
Risco de Esvaziamento Produtivo
Especialistas alertam que essa "saída silenciosa" representa um risco estratégico para o Brasil. A cada empresa que cruza a fronteira, o país perde empregos diretos, arrecadação futura e capacidade tecnológica.
Enquanto o Brasil tenta financiar gastos públicos aumentando a pressão sobre o capital produtivo, o Paraguai consolida sua posição como um refúgio de competitividade, oferecendo previsibilidade e baixos custos operacionais por períodos de até 20 anos.
Via: Gazeta News
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