Imagem: Wellyngton Souza/Sesp-MT
Um relatório inédito divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelou uma mudança histórica no perfil da exploração laboral no país. Em 2025, a atividade urbana superou o setor rural e concentrou a maioria das denúncias e resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão.
Mudança de Cenário
Historicamente, o trabalho escravo era associado quase exclusivamente ao campo, em fazendas e carvoarias. No entanto, os dados consolidados do último ano mostram que os grandes centros urbanos se tornaram o principal palco desse crime. Entre os setores com maior incidência estão:
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Construção Civil: Obras de diferentes portes com trabalhadores sem registro e em alojamentos precários;
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Confecção de Roupas: Oficinas têxteis operando em condições insalubres;
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Serviços Domésticos: Casos de confinamento e privação de liberdade em residências de luxo;
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Eventos e Gastronomia: Exploração em grandes feiras e estabelecimentos comerciais.
Números do Balanço
Ao todo, as equipes de fiscalização resgataram milhares de pessoas em 2025. O aumento das fiscalizações em áreas urbanas é apontado como um dos motivos para a explosão desses dados. De acordo com as autoridades, a invisibilidade dessas vítimas nas cidades torna o trabalho de inteligência da Inspeção do Trabalho ainda mais desafiador.
Combate e Punição
O governo federal reforçou que as empresas flagradas utilizando mão de obra escrava sofrem sanções severas, incluindo:
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Lista Suja: Inclusão no cadastro de empregadores que exploram trabalho escravo;
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Multas Pesadas: Indenizações por danos morais e materiais;
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Restrição de Crédito: Bloqueio de empréstimos em bancos públicos e participação em licitações.
O Ministério dos Direitos Humanos ressaltou que a denúncia é a ferramenta mais eficaz para salvar vidas. O canal oficial para relatos anônimos é o Disque 100 ou o portal do Ministério do Trabalho.
Via: Agência Brasil
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