Imagem: Reprodução/TV Brasil
Uma condição rara, silenciosa e de evolução lenta tem preocupado especialistas pela dificuldade de identificação precoce: o Pseudomixoma Peritoneal. Conhecida popularmente por causar o acúmulo de um material gelatinoso (muco) no abdômen, a doença geralmente se origina no apêndice e pode levar anos para ser descoberta.
Sintomas Discretos e Confusão no Diagnóstico
O grande desafio do Pseudomixoma é que seus sinais são facilmente confundidos com problemas gastrointestinais comuns. Os pacientes costumam apresentar:
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Aumento gradual do volume abdominal (barriga inchada);
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Sensação de estufamento persistente;
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Desconforto ou dor abdominal leve.
Segundo o cirurgião oncológico Arnaldo Urbano Ruiz, muitos convivem com a doença por longos períodos sem saber a gravidade do caso. Por ser uma patologia rara, o conhecimento fora de centros especializados ainda é limitado, o que atrasa o encaminhamento correto.
Avanços no Tratamento: Cirurgia e Quimioterapia Localizada
Apesar da complexidade, o cenário para os pacientes mudou positivamente com novas técnicas. O tratamento padrão ouro envolve a cirurgia citorredutora (para remover o máximo de tumor visível) combinada com a HIPEC (quimioterapia intraperitoneal hipertérmica).
Nesse procedimento, a quimioterapia é aplicada aquecida diretamente dentro da cavidade abdominal, agindo de forma mais incisiva sobre as células tumorais restantes. Quando realizada por equipes experientes, a técnica aumenta significativamente as chances de controle da doença e a qualidade de vida do paciente.
Alerta: Barriga Inchada Não é Normal
Especialistas reforçam que qualquer distensão abdominal persistente e progressiva deve ser investigada. O diagnóstico precoce continua sendo a principal arma para o sucesso do tratamento, evitando que a doença se espalhe de forma irreversível por outros órgãos.
Via: Bem Paraná
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