Pais ainda veem palmada como forma de disciplina, aponta estudo do Unicef

Pais ainda veem palmada como forma de disciplina, aponta estudo do Unicef

Imagem: Wilson Dias/Agência Brasil

Um estudo divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta quinta-feira (24) aponta que parte dos pais e responsáveis ainda não considera a palmada e outros castigos físicos leves como formas de violência contra crianças.

A pesquisa ouviu 214 pessoas em comunidades de três cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Recife e Manaus. O levantamento buscou compreender os motivos que levam pais, mães e cuidadores, especialmente de crianças na primeira infância, a recorrerem a castigos físicos como forma de disciplina.

Segundo o estudo, muitos responsáveis fazem uma distinção entre a palmada e situações consideradas por eles como agressões mais graves. Para o Unicef, essa percepção contribui para a naturalização da violência como método de educação.

A pesquisadora Luiza Teixeira, especialista de Proteção à Criança do Unicef no Brasil, afirma que ainda existe a necessidade de orientar as famílias sobre formas de estabelecer limites sem recorrer à violência.

O levantamento também identificou que alguns responsáveis relatam dificuldades para lidar com birras e situações de desobediência, além de reconhecerem que determinadas reações acontecem em momentos de irritação e podem ser seguidas de arrependimento.

A chamada Lei Menino Bernardo, conhecida como Lei da Palmada, está em vigor há 12 anos e integra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o Unicef, porém, a legislação ainda é pouco conhecida por parte das famílias.

Entre as recomendações apresentadas estão o fortalecimento das ações preventivas, a capacitação dos profissionais que integram a rede de proteção e a realização de campanhas que orientem pais e responsáveis sobre maneiras de estabelecer limites sem violência.

Via: Agência Brasil

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