Imagem: Marcelo Camargo
Os consumidores paranaenses devem preparar o bolso para uma das maiores correções tarifárias de energia elétrica dos últimos anos. A partir desta quarta-feira, 24 de junho, as faturas de energia da Copel poderão registrar uma alta média de 20,51%. O reajuste expressivo foi homologado nesta terça-feira, 23 de junho, pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, e corresponde à Revisão Tarifária Periódica da Copel Distribuição.
A nova tabela de preços terá impacto imediato em mais de 5,3 milhões de unidades consumidoras espalhadas por todos os municípios do Paraná. De acordo com o órgão regulador, o percentual de aumento foi pressionado fortemente pela escalada dos custos com a compra de energia, despesas logísticas de transmissão, encargos setoriais e componentes financeiros acumulados desde o ciclo tarifário anterior.
Como ficam os reajustes por categoria de consumo
O impacto do reajuste aprovado varia conforme o perfil de consumo e a faixa de tensão das ligações elétricas no estado:
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Consumidores Residenciais Comuns (Classe B1): A conta de luz sofrerá uma alta fixada em 20%.
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Baixa Tensão (Residências, pequenos comércios, propriedades rurais e iluminação pública): O reajuste médio homologado foi de 19,85%.
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Alta Tensão (Indústrias, grandes empresas, hospitais e shopping centers): Esta categoria amargará o maior índice de correção, com elevação média de 21,87%.
Maior reajuste desde a última revisão periódica
O novo índice representa um salto drástico na comparação com os anos anteriores. A última Revisão Tarifária Periódica ampla da Copel havia sido executada em 2021, oportunidade em que a Aneel autorizou um acréscimo médio de 9,89%.
Em junho de 2025, a concessionária paranaense aplicou apenas o reajuste anual ordinário, que fechou em discretos 2,02%. Com a homologação efetuada nesta semana, o reajuste de 2026 mais do que dobra o indicador da revisão anterior, consolidando-se como uma das correções mais pesadas da década para os paranaenses.
Entenda a diferença: Revisão x Reajuste
O setor elétrico brasileiro adota dois mecanismos jurídicos e financeiros bem distintos para atualizar as tarifas cobradas do consumidor final:
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Reajuste Tarifário Anual: Ocorre anualmente (nos anos sem revisão) para corrigir os valores com base nos índices oficiais de inflação e repassar gastos diretos de compra e transporte de energia.
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Revisão Tarifária Periódica: Realizada rigorosamente a cada cinco anos. É uma auditoria ampla que avalia as despesas operacionais reais, investimentos em expansão de rede, metas de qualidade do serviço e recalcula a margem de lucro da distribuidora.
Antes de chegar ao martelo batido pela Aneel, a proposta de aumento passou pelas etapas regulamentares de controle social, o que incluiu uma consulta pública promovida pela agência reguladora e uma audiência pública presencial sediada na capital Curitiba, realizada no dia 24 de abril.
Via: Bem Paraná
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